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O câncer de próstata ganha mais um possível tratamento

O câncer de próstata ganha mais um possível tratamento

Um vírus capaz de destruir células tumorais da próstata. Pelo menos em camundongos. Pesquisadores do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) conseguiram a façanha, manipulando um tipo de vírus geneticamente. Os resultados da experiência foram tão promissores, que as células tumorais ficaram sensíveis a ponto de desaparecerem completamente. Ou seja, a chamada terapia gênica consegue matar células cancerígenas definitivamente e ainda evitar efeitos adversos quando combinada à quimioterapia. 

O gene em comum entre roedores e humanos é o p53, que controla alguns aspectos importante do falecimento celular. Quando ele é inserido ao código genético do vírus, transfere suas informações, sendo fatal para as células do câncer de próstata testadas na experiência. O vírus modificado penetra o núcleo da célula - que é onde os genes agem, comandando a morte celular. 

Os cientistas fizeram estudos separados: um usando apenas o vírus modificado e outro usando uma droga quimioterápica, obtendo resultados parciais no controle do crescimento do tumor. Mas foi a combinação de ambos que resultou no controle absoluto do desenvolvimento tumoral. Então é possível dizer que o gene p53 deixa a célula tumoral mais sensível para a ação do quimioterápico. Por isso os especialistas enfatizam: não basta injetar o vírus na corrente sanguínea, para a terapia surtir efeito, precisa ser diretamente na célula doente.

A quimioterapia é uma boa opção no controle do tumor, mas, além de não matá-lo completamente, a alta dosagem necessária provoca efeitos colaterais no organismo - é o caso da queda de cabelo e imunidade do paciente, bem como a perda dos glóbulos brancos da corrente sanguínea. 

Na verdade, nem o p53 garante a morte de todas as células cancerosas. Para isso, é preciso melhorar a abordagem e a intensidade do tratamento, alertando o sistema imune para provocar o que chamamos de “morte imunogênica”. Ou seja, a combinação do p53 com outros microrganismos de defesa faria o sistema imune reconhecer os tumores como ameaças que devem ser combatidas - o que impediria a metástase. E aí, sim, seria algo mais próximo da cura. 

Fonte: Medical Site

03 de Julho de 2019