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O que você precisa saber sobre cálculo renal?

O que você precisa saber sobre cálculo renal?

As famosas pedras nos rins são uma condição dolorosa que obstruem o sistema urinário - mais precisamente, o ureter, canal que transporta a urina até a bexiga. Como essa estrutura é muito estreita, algumas partículas podem ficar emperradas e, para expulsá-las, o organismo se contrai, de modo a provocar dores intensas.

Mas como nascem os também  chamados cálculos renais? Os rins funcionam como dois grande filtros, então além da água que depois vira urina, eles retêm diversas partículas. O problema é quando esses elementos surgem em grande quantidade e há pouco líquido para diluí-los: formam-se pequenos cristais de cálcio que se acumulam e podem chegar a 2,5 cm de tamanho. 

Entre os principais sintomas estão fortes cólicas na região lombar; dores no baixo ventre; sangue na urina; náuseas e vômito; vontade constante de urinar. O problema atinge três vezes mais os homens, especialmente os obesos, hipertensos, com predisposição genética e idade entre 20 e 40 anos. Mas há também comportamentos de risco que podem influenciar no surgimento das pedrinhas, como conservar uma alimentação rica em sal, cálcio e proteínas e, ao mesmo tempo, pobre em líquidos. O resultado é uma baixa hidratação para o organismo. 

Por isso a prevenção está muito relacionada a evitar os fatores de risco e à forma de se alimentar. Tomar bastante água e amenizar o consumo de sal, embutidos e enlatados pode ser o primeiro passo. Quando já existe uma propensão para a enfermidade, fontes de de oxalato (espinafre, nozes, pimenta e chá preto, por exemplo) e de ácido úrico (cerveja, carne vermelha e frutos do mar) devem ser evitadas ou consumidas com moderação. 

Urina muito densa e escura ou com pontos de sangue é um sinal de alerta e uma das principais bases para o diagnóstico. Exames laboratoriais analisam a acidez do xixi e a presença de cristais ou infecção, mas outros exames como raio x, ultrassom, tomografia helicoidal, urografia excretora e intravenosa podem fazer uma análise completa do trato urinário.

O tratamento depende da gravidade do quadro, portanto, do tamanho das pedras. As menores são expelidas naturalmente pela urina. Mas, a partir de 1 cm de diâmetro, as opções aumentam. Entre elas, a litotripsia extracorpórea, a técnica percutânea e um método mais recente e menos invasivo, o uretero-nefrolitotripsia flexível. A escolha entre as opções deve ser decidida entre médico e paciente, considerando a saúde geral do indivíduo e o pós-operatório.

Fonte: Medical Site

08 de Agosto de 2019