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Câncer de testículo é raro, mas pode comprometer a fertilidade

Câncer de testículo é raro, mas pode comprometer a fertilidade

Características

O câncer de testículo costuma atingir jovens adultos brancos, especialmente na fase mais sexualmente ativa e reprodutiva, entre os 20 e 40 anos. Isso se deve ao fato de os testículos serem os responsáveis pela produção de espermatozoide e testosterona (hormônio sexual masculino). A incidência deste tipo de tumor tem aumentado muito nos últimos anos:  corresponde a 5% do total de casos de câncer entre os homens. 

Há dois grandes tipos de câncer de testículo: 1) tumor germinativo não seminomatoso e mais agressivo; 2) tumor germinativo seminomatoso e de progressão mais lenta. Pode acontecer também um tipo mais raro, constituído por linfomas, sarcomas e tumores de células de Sertoli-Leydig.

Fatores de risco

Ainda não se sabe exatamente as causas específicas de tumores de testículos, mas alguns fatores de risco podem estar relacionados. É o caso de algumas síndromes genéticas raras, traumas e lesões na bolsa escrotal e histórico familiar ou médico da doença. A criptorquidia, condição por vezes congênita na qual o testículo fica fora da bolsa escrotal, também pode aparecer com fator de risco bem comum. 

Sintomas e Diagnóstico

O principal sintoma deste tumor é a clássica presença de um nódulo endurecido e indolor no testículo, aproximadamente do tamanho de uma ervilha. Mas é possível que hajam outras alterações, como tamanho dos testículos, inchaços, dor na região abdominal mais baixa, sangue na urina e aumento ou sensibilidade dos mamilos. Dores nas costas, tosse, inchaços (edema) podem ser sinais de metástases, por isso quanto antes for diagnosticada a doença, maiores são as chances de cura. 

O autoexame ou uma consulta médica de rotina podem levantar a suspeita, mas o exame que realmente confirma o diagnóstico é a ultrassonografia - além de detectar a presença do tumor, mesmo em estágio ainda não palpável, mostra com precisão a relação com os órgãos próximos. Hemogramas antes, durante e depois do tratamento também podem ser bem úteis, assim como a tomografia pélvica e do abdômen e os raios X para controlar a disseminação da doença. 

Tratamento

O tratamento para o câncer de testículo é cirúrgico, removendo-se o testículo afetado sem prejuízos para a potência sexual - no caso de apenas um deles ter adoecido. Em situações mais simples e em estágios iniciais, a recuperação é bem rápida. Porém, se houver sinais de metástase ou para evitar recidivas, o paciente deve se submeter a sessões de químio e radioterapia. 

A consequência mais grave do tratamento para este tumor é a infertilidade definitiva ou temporária. Portanto, se o homem desejar ter filhos, recomenda-se que seu esperma seja recolhido e guardado a tempo.   

Como as causas deste câncer não estão completamente esclarecidas, não há como preveni-lo a não ser em casos de criptorquidia, que devem ser corrigidos assim que diagnosticados. Mas a boa notícia é que se trata de um tumor altamente curável, se detectado a tempo. Por isso é imprescindível que o homem tenha o hábito de frequentar o urologista.

Fonte: Medical Site

12 de Setembro de 2019