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O que é a torção no testículo?

O que é a torção no testículo?

A torção do testículo acontece quando o cordão espermático (canal que liga os testículos ao abdome) faz uma rotação em torno do seu próprio eixo e “torce”. É um acidente anatômico que ocorre devido a uma má fixação dos testículos dentro da bolsa testicular, deixando-os “soltos” no escroto e sujeitos à torção. O problema costuma aparecer entre a pré-adolescência e o início da vida adulta, por volta dos 12 aos 18 anos. 

Sintomas e Diagnóstico

Como o cordão espermático é bem vascularizado, acaba gerando uma obstrução que impede a circulação de sangue arterial e rico em oxigênio. Sem oxigênio, os primeiros sintomas surgem. A dor aguda, intensa e contínua começa na bolsa testicular e irradia para a virilha e a região inferior do abdome. Náuseas, vômitos e vontade frequente de urinar também podem acompanhar o quadro por causa da intensidade da dor. A bolsa escrotal fica endurecida, avermelhada e volumosa. O testículo afetado, por sua vez, fica discretamente mais elevado. 

Para um diagnóstico preciso, o médico deve realizar um exame físico e solicitar um ultrassom doppler de bolsa testicular, capaz de detectar a presença ou ausência do fluxo sanguíneo para o testículo. 

Tratamento

Se o cordão espermático estiver muito torcido é um caso de emergência médica pela iminência de isquemia testicular. Quanto menor o tempo da torção, maior a possibilidade do testículo ser salvo. O tempo de torção costuma ter tolerância máxima de 6 horas e, partir daí, cada minuto conta para o sucesso da cirurgia. Por isso o tratamento é necessariamente cirúrgico, embora seja possível que o urologista distorça manualmente o cordão durante o exame físico com a palpação da bolsa testicular. Mas mesmo nesses casos, a tendência de novos episódios é grande. Somente a cirurgia garante a fixação dos testículos no escroto - e não apenas do testículo torcido, mas também do normal. É uma forma de evitar que futuras torções aconteçam.

Se não tratada a tempo, a torção de testículo pode levar à perda da glândula e até mesmo à infertilidade, tanto pela isquemia quanto pela possibilidade de uma infecção local. A boa notícia é que o problema tem incidência rara e está estimado em apenas 1 para cada 4 mil homens. 

Fonte: Medical Site

26 de Setembro de 2019