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Como acontece a impotência sexual?

Como acontece a impotência sexual?

Como funciona a ereção?

O mecanismo da ereção é caracterizado pelo bombeamento de sangue no pênis que, por sua vez, é composto por dois grupos de fibras nervosas: uma carrega sinais que inibem a ereção e a outra contém sinais que a estimulam. Essas funções se integram na medula, localizada na parte inferior da coluna. Por isso, o pênis até pode enrijecer sem a participação direta do cérebro, apenas por reflexo da coluna, mas, de qualquer forma, a comunicação é estabelecida por nervos que possuem ligação com regiões cerebrais.

Graças a um circuito de neurônios, o cérebro pode enviar sinais que inibem ou excitam para que o sangue conduzido pelas artérias penetre nos corpos cavernosos e promova a ereção ou para que o sangue volte e deixe o pênis flácido. Falhas nesse mecanismo podem causar disfunções eréteis. Impotência sexual é qualquer sintoma que prejudique a vida sexual do indivíduo. Dentro desse grupo, a dificuldade de obter e manter uma ereção é chamada disfunção erétil.

Impotência sexual ou disfunção erétil?

Para o indivíduo ser considerado impotente precisa manifestar disfunção erétil permanente. Falta ocasional de ereção pode acontecer com qualquer homem e não enquadra ninguém nessa categoria. Por isso, o termo impotência sexual, na literatura médica, foi substituído por disfunção erétil quando significa a incapacidade de conseguir ereção satisfatória para o ato sexual. Portanto, quando o médico pergunta ao paciente sobre sua sexualidade, está querendo saber sobre ereção satisfatória e não sobre a qualidade da relação sexual.

Quais as causas da disfunção erétil?

Há quatro causas principais para a disfunção erétil. A mais importante é a emocional e atinge 70% dos homens - estresse e ansiedade são bons exemplos que inclusive pode levar ao tabagismo, sendo fatal para os mecanismos de ereção a longo prazo. Os outros 30% são afetados por fatores vasculares, hormonais e, ainda, por alterações na anatomia do pênis. Por fim, ao contrário do que se normalmente imagina, a grosso modo, o envelhecimento não interfere na ereção nem na sexualidade. O nível de testosterona cai, mas não a ponto de exigir reposição. Os índices do hormônio geralmente permanecem preservados ao longo dos anos, assim como os espermatozoides. Então é possível que um homem de 80 anos tenha ereção e espermatozoides saudáveis para reprodução.

Qual é o tratamento para a falta de ereção?

No Brasil, calcula-se que 10 milhões de homens sofrem com disfunção erétil. O problema está na hora de buscar tratamento. Estudos apontam que eles só procuram ajuda, em média, quatro anos depois dos sintomas surgirem. Essa hesitação vem da dificuldade cultural de admitir a própria impossibilidade de manter relações sexuais. Para o homem pode ser algo custoso e deprimente. Em geral, só tomam iniciativa estimulados pela parceira, receosos de que essa negligência possa interferir na relação.

O tratamento pode ser feito com algumas drogas utilizadas para ativar o mecanismo da ereção. Uma delas é a apomorfina, que age nos centros cerebrais. Outra, mais popular, é o sildenafil, que age no próprio pênis e provoca vasodilatação. É um dos medicamentos mais receitados pelos urologistas porque restitui o mecanismo no corpo cavernoso sem provocar alterações patológicas. Nos casos de diabetes, traumas de medula ou prostatectomia (extirpação total ou parcial da próstata), a resposta da droga gira em torno de 50% a 57%. Por isso a autoinjeção apresenta melhores resultados. Na linha dos vasodilatadores estão sendo testados medicamentos que vão produzir ereção mais rápida e duradoura. Como cada caso é um caso, o ideal é que o homem consulte seu urologista e tire todas as suas dúvidas. 

Fonte: Medical Site

31 de Outubro de 2019