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Os números das DSTs no Brasil

As estatísticas

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), diariamente pelo mundo são diagnosticadas mais de 1 milhão de pessoas com doenças sexualmente transmissíveis (ISTs) e curáveis, como sífilis, hepatite, clamídia, herpes, gonorreia, tricomoníase, HPV, etc. O mal atinge adolescentes e jovens adultos entre 15 e 49 anos. E segundo o Ministério da Saúde, no Brasil o cenário é muito semelhante.  

Além da sífilis, há indicativos de aumento das hepatites virais que podem evoluir para cirrose e câncer de fígado ou mesmo para a morte. Em 2018 foram cerca de 43 mil casos, somadas as hepatites A, B C e D. Aqui também apresentou aumento de 21% nos casos de HIV entre 2010 e 2018 - indo na contramão das estatísticas mundiais, que apresentou queda de 16% no mesmo período.

As causas por trás dos números

Segundo especialistas, uma das principais razões para a alta incidência de DSTs no Brasil é que muitas dessas doenças são silenciosas, de modo que não apresentam sintomas por meses ou anos. Outra questão é a diminuição no uso dos preservativos, sobretudo entre os jovens. E essa negligência acontece por dois pontos cruciais: 1) os tratamentos se tornaram mais eficazes; 2) as pessoas não acreditam mais que correm perigo e nem se consideram parte dos grupos de risco.

Outros fatores apontados por especialistas se devem à falta de educação sexual em casa ou na escola e a falhas na cobertura vacinal (algumas DSTs podem ser prevenidas por vacinas).

O que são doenças sexualmente transmissíveis (ISTs)?

São enfermidades causadas por vírus, bactérias ou parasitas, transmitidas especialmente, por contato sexual desprotegido - não importando se por via vaginal, anal ou oral. 

Lesões nos órgãos genitais são as principais características dessas infecções. Por conta disso, os pacientes infectados ficam mais suscetíveis a adquirir outras DSTs mais graves, como o HIV. Diante de uma inflamação, ferida, tumor, verruga, laceração ou secreção, a imunidade cai, abrindo as portas para outro agente infeccioso. 

Fique atento, proteja-se e visite o médico regularmente!

Fonte: MedicalSite

29 de Novembro de 2019