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Vacina do HPV: homens também devem tomar?

A doença

Embora o vírus HPV (Papilomavírus Humano) aflija muito mais as mulheres pela possibilidade de desenvolver câncer de colo do útero, os homens também podem ser atingidos pela doença. No caso deles, o vírus oferece risco para o câncer na orofaringe (boca, faringe e amígdalas), no ânus e no pênis - além das famosas verrugas genitais. As verrugas, inclusive, por menores que sejam, tornam-se uma porta de entrada para outros tipos de DST (Doença Sexualmente Transmissível), como sífilis, hepatite B e aids. Sim, o HPV é transmitido, especialmente, por relações sexuais e estima-se que, em algum momento da vida, afete 75% dos indivíduos sexualmente ativos.

A vacina

O contágio pode ser evitado pela vacinação, que ainda é a melhor medida preventiva. Vacinar-se é um ato de amor-próprio e responsabilidade com o outro, pois indivíduo vacinado reduz a circulação viral. Recentemente, o Ministério da Saúde expandiu a faixa etária da vacinação contra o HPV, para homens e mulheres, até os 26 anos - ainda que temporariamente e apenas na rede pública. Na rede privada, homens de até 45 anos podem ser vacinados com indicação médica - apesar da resposta imunológica bem menor nesta idade.

Mas, atenção: a vacina não dispensa o uso de preservativo nas relações sexuais. Trata-se de uma medida estritamente de prevenção, não é indicada para tratar lesões genitais ou para eliminar infecções provocadas por este vírus. Mesmo porque existem mais de 200 tipos de HPV e essa vacina só age contra os tipos relacionados ao cânceres de colo de útero, dos órgãos genitais e da cavidade oral.

Há três versões de vacina HPV: bivalente, quadrivalente e nonavalente, que variam entre si pela faixa etária, pelo tipo de vírus HPV contra os quais protegem e pela dosagem.

A vacina contra o HPV é segura, eficaz e sem efeitos colaterais graves. Pode ser aplicada em pessoas que estão em tratamento ou que já tiveram alguma infecção pelo HPV, pois ainda é possível se proteger contra os outros diversos tipos que o vírus apresenta. É contraindicada, porém, nos seguintes casos: gravidez; alergia aos componentes da vacina; febre ou doenças agudas; redução do número de plaquetas e problemas de coagulação sanguínea.

Fonte: Medical Site

19 de Dezembro de 2019

Paula Pereira Henriques - Doctoralia.com.br